outside the wall

junho 15, 2011

tinha ouvido dezenas de histórias sobre o lado de fora
sobre flores, cores, sons.
a curiosidade arranhava sua pele, buscava uma porta no muro infinito.
quem sabe uma janela, queria apenas espiar um universo diferente.
todas as suas dores passadas ardiam quando o pensamento se voltava para lá.
ela se deitava, rolava nas possibilidades.
todas uma névoa.
Se pelo menos encontrasse uma falha, esgueiaria-se como um gato pela noite,
deixaria suas cicatrizes sangrarem suas dores escorrerem pela parede como o mel de seus cabelos.
arrastava suas unhas no escuro, não via fim para a proteção a sua volta.
até mesmo o vento que refrencava seu corpo no verão parecia apenas um projeção, um sopro, resto do que lhe esperava do outro lado.
E se debatia por saber da impossibilidade de se livrar de tamanha solidão.
Nem mesmo as mãos mais delicadas
As vozes mais suaves
As palavras mais leves poderiam coloca-lo abaixo
E ela, mais só que todas as outras, vivia sua pequena vida no seu pequeno mundo. com seus pequenos amigos, pequena familia, com sua mente pequena recheada de pequenas idéias e enormes medos.
Atravessaria todos os kilometros e passaria pelos incontáveis sofrimentos apenas por pequenas palavras.
Não existe nada pior que a frieza de uma noite sem dormir, ela disse e se deixou levar no oceanos das lágrimas de todas as pessoas que ali viviam,
Se afogou em seus proprios pulmões danificados.

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