E tira o som dessa TV

agosto 25, 2011

o aperto da estranheza de não pertencer,
e não ser quase nada!
não respirar nenhum ar, asfixiando aos poucos nessa podridão.
nessa vida torta, arrastada, doída.
esse barulho de pés na porta, mãos na garganta.
cheiro de amanha misturado com agonia, essa minha sensibilidade ridícula, quase incompreendida
eu achei que entendia o que eu era,
mas não sou. 
nessa inutilidade diária de repetir movimentos, levantar respirar e fumar.
vocês acham que entendem de sangrar?
de implorar por um pouco de silencio mental, essas palavras que se embolam em dias que não terminam,
em noites sem lua,
em choro escondido nessa minha vergonha de ser quem eu sou, nesse meu mundo todo deles,
eu só queria paz.

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: