setembro 13, 2011

Eu poderia contar sobre lobos e reis,
Almas perdidas de marinheiros que se afogaram no canto da sereia mais bela.
Ou gritar sobre o lobo rei, menino.
As vezes eu posso ouvi-lo uivar, urrar, para a lua
Arrancando do peito essa melancolia, esse aperto na garganta.
Arrancando de mim esse medo, essa solidão.
Outros dias ele se cala, concentrado apenas em caminhar na escuridão, olhos de lua, coração de leão.
Posso sentir sua presença um pouco mais perto, o sufoco se vai com a melodia arranhada na minha alma, cada vez mais tua.
Corro o mais rápido que posso mas nao consigo para o tempo,
Que insiste em me matar um pouco mais,
Nessas pessoas que machucam meu corpo, não nos deixam viver.
E quando sinto que vou desmoronar em cacos de vidro no chão da cozinha sua voz me salva,
Tuas mãos me levantam e eu me deito mais tarde, pensando em ti, em mim.
Nós

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