‘ ninguém escapa ao peso de viver assim (ser assim) ‘

setembro 15, 2011

as vezes é como morrer, e ir morrendo assim nessa vidinha de viver pensando.
e nesse meu pesar vou carregando essas frases patéticas.
essa sou eu, essa sinfonia desafinada, quebrada que ninguém consegue ouvir.
e ai nessa vida de viver carregando pesos monumentais de pequenos seres humanos, frágeis e inúteis, chorei.
como entender essa fragilidade quase quebrável?
essa tristeza de ser eu.
pensa na repulsa que sentes ao ver a pior das coisas e então olha pros meus olhos e entende
entende que eu não passo desse desfigurado horrível,
dessa solidão fria tentando ser leoa, tentando ser rainha!
e foi nessa tentativa que cortei meu peito pra procurar algo ali,
mesmo que fosse um resquício de alma, um pouco de brilho.
procurei nesse meu eu interior, no amago de mim, onde só eu posso alcançar
achei mais e mais do eu que não quero ser, queria voltar.
e quando chegasse, eu sorriria e rodopiaria no vento,
eu deixaria de ser horrível, eu seria melhor,
eu iria para tantos lugares, queimaria tantas fotos,
e se eu chegasse conheceria os pequenos caminhos, faria toda as escolhas
eu seria um pouco mais.
eu queria tanto, mais tanto arrancar essa podridão,
eu queria tanto, mais tanto desaparecer!

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