Isso não é poesia, é a arte de morrer

outubro 31, 2011

Quantas primaveras já passaram desde que fui condenada?
Estou farta de viver assim, meus joelhos sangram,
O que sou eu se não essa casca de gente, esse mundo de dor?
Sinto-me sozinha, gostaria de conversar com alguém.
Perdoem minhas lamúrias, senhores, mas só posso me recolher as lagrimas.
Estas nunca me deixam, elas escorrem e me mostram que sou humana,
E humano sangra, coração cheio de vidas passadas,
Chora as tristezas, frustrações, medos e alívios,
No final de tudo, a gente morre.
As fotografias ganham um novo sentido,
O cheiro e o tato deixam de existir,
Viramos a poesia nunca escrita
Enfim nos perdemos em nos mesmos (no sentido mais amplo de se perder, a gente deixa de existir)
A não existência nos permite abandonar as sensações humanas,
Tu não chora,
Tu não sofre
Tu não tem mais medo de relâmpago ou de assalto,
Ou medo de perder teu amor,
Mas tu também não ama,
E que castigo pode ser pior que o não amor?
O que seriamos de nós se não tivéssemos um amor por quem deixar o mundo?
Já dizia um poeta qualquer, em uma esquina qualquer, perdido em alguma noite qualquer:
O amor é importante (porra)

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