“NÃO FALA DO QUE EU DEVERIA SER”

novembro 13, 2011

e ela tentou ser feliz, e foi longe na sua busca!
busca por aquilo que as pessoas externas a sua mente quase complexa gostam de chamar de um: caminho
ela queria a perdição!
e foi ali que encontrou seus vícios
sua fome de morte, sua necessidade de beleza externa
seu MEDO de ser PIOR.
Foi ignorando as primaveras e os verões que se alimentou de invernos,
nuvens e decepções.
se ajoelhou como aqueles pobres condenados a beira do abismo,
abraçou, pouco a pouco, a auto destruição (gostou do que sentiu)
seus braços tremulos, as enxaquecas e as noites sem dormir.
“me odeio e me odeio mil vezes” gritava, se debatia em mares imaginários onde monstros a carregavam para um mundo todo dela, demonios internos, sereias e dragoes criados por sua mente para acabar com o exterior.
“odeio essa realidade mal vivida, meu corpo deformado minha mente distorcida, odeio essa solidão diaria e odeio tanto minha poesia que quero queimar junto com ela, dias de verão. SÓ SÓ SÓ SÓ!”
ELA GRITA FRASES, ELA GRITA MEDOS, ELA TÁ GRITANDO POR AJUDA!

e no fim ela morre, INSUPORTÁVELMENTE HUMANA como toda essa gente patética, toda essa gente quase tão PODRE quanto ela. 
Que nojo de ser assim tão VIVA.
to cansada de ficar aqui, me leva pra longe.

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