To quase viva (mas não morri)

novembro 30, 2011

Reconhece um corpo cansado pela sua aparência desgastada,
Envelhecida, quase morta, quase infeliz.
Ela se levantou esperando que o dia passasse, rezando pelo fim.
Quem sabe assim, pensou, quem sabe mais tarde.
Afogando-se em xícaras de café deixou o vento bagunçar seus cabelos como se a sorte fosse leva-lá para qualquer outro lugar que não ali!
Que lugar pode ser pior que aqui, meu bem?
Quem sabe amanha!
E a víbora continua a correr, ela se alimenta das entranhas podres e sonhos mortos.
Tem fome de vida não vivida, de morte mal morrida.
Tá respirando essa infelicidade.
A cobra suga sua juventude, sua alegria, sua paz!
Quem precisa de paz?
Quem sabe ano que vem.
Ela tá ali, vendo o dia passar e passou
Passou e tu não viu.
Não vi, mais amei, amo.
To me segurando no amor, que foi o que me restou,
Amando e vivendo, to tentando me achar.
Me achei em ti.

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