dezembro 15, 2011

Nos teus olhos a chama me ajuda a respirar,
mas cansa meus joelhos correr nesse labirinto.
Essa é minha dor, o aqui.
Gostaria de fugir para Berlim,
Segurar sua mão nessa noite fria,
Murmurando um alemão enrolado,
Embriagados em esquinas quaisquer.
Bem longe daqui,
De toda essa gente e terrível claridade.
Vou me despedir desses demônios
E eles me responderam como cavalheiros: até breve, minha querida.
Depois de incontáveis primaveras eles retornam,
O cigarro apagado, os copos vazios, o silencio na sala.
Para o corpo envelhecido, humano e patético só restou o amor,
E aquele passado tão brilhante, memórias apagadas da juventude.
A vida é essa mentira que gostamos de acreditar.

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